domingo, 31 de agosto de 2008

:: Um dia, durante o curto período em que ela ficou doente, ela me disse: "Cuida do seu pai! Ele vai ser o seu homem forte." Não, mãe. Ele não foi. Ele também desabou depois que você se foi. E me disse que a dor que ele sentia era maior do que a minha, maior que a de todo mundo. Fiquei indignada. Como poderia isso? Ele sabia o que era viver sem você, passou uma vida inteira neste mundo antes de te conhecer e de fazer parte da sua vida. Eu não. Eu existo por causa de você e até o dia em que você se foi, eu não sabia o que era não ter você perto de mim. Injusta essa comparação. A minha dor é indescritível.

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