sábado, 30 de agosto de 2008
:: Quando a minha mãe morreu eu passei mais ou menos um mês completamente perdida nos meus sentimentos. Ia vivendo um dia após o outro, fazendo as coisas que tinham que ser feitas, ligada no automático. Durante a doença dela, paramos nossas vidas e nos dedicamos exclusivamente a ela. Quando ela se foi, eu me vi com tanto tempo livre que não sabia o que fazer. Minha irmã recorreu à fluoxetina. Eu não sentia necessidade. Ia vivendo, enfrentando o cotidiano do que restou da nossa família. Tanto entrei no automático que eu perdi a vontade por certas coisas. Eu pensava: pra quê vou me casar? Pra quê vou ter filhos se a minha mãe não estará aqui pra participar comigo dessas coisas?
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